"Perdeu a oportunidade de ficar calada"

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A paradoxalidade da vida
Nos últimos dias tenho me deparado com uma situação “anormal” em mim, nas minhas ações e no meu discurso. Tenho àquelas opiniões que pessoas tem dito “perdeu a oportunidade de ficar calada". O meu professor de Hermenêutica sempre nos alertou que “o silêncio é um direito, que devemos gozar”.
A questão em causa está em torno de “ajudar os necessitados”
Há uma paradoxalidade sobre a conceção deste tema, primeiro é difícil identificar quem realmente são os “necessitados”?
São as crianças que fogem de casa e ficam na rua? São os senhores[1] que andam em metrô pedindo esmola aos passageiros, constrangendo aqueles que não o podem fazer porque não tem/podem? São os senhores que colocam disfarces, andam nas como de pobres e doentes se doentes se tratassem? São os senhores “sem abrigo” que dormem nas ruas, mesmo existindo casas de abrigo à disposição dos mesmos? Sãos os que se aproveitam de uma tempestade (ciclones, cheias, incêndios, secas) para se fazerem de vítimas desviando os apoios para o seu enriquecimento?
Quem são os “necessitados”? são as crianças/jovens sem condições que anseiam por uma oportunidade para melhorar o seu futuro?
Quão difícil é identificar um padrão de quem são os “necessitados” quanto saber se o apoio será canalizado para os fins mencionados no pedido “quero comprar pão, meu filho está doente…(sic).
Muitos dirão, que fazer essas perguntas é inútil para uma pessoa que realmente quer ajudar “assim nunca vais ajudar, porque nunca saberás a verdade” (sic).

Ajuda ou peso de consciência?
Não quero aqui colocar em dúvida a integridade dos que realmente têm o espírito de ajuda, porém, quero dar a conhecer que nem todos ajudam porque querem, muitos são os que o fazem para aliviar a consciência pesada, pessoas há que se metem em criminalidade, contrabando, prostituição entre outras atividades moralmente criticáveis e não raras vezes ilegais para ter bens. Retiram parte do que conseguiram com esses “malefícios” para “ajudar os “necessitados”.
Esta situação é para mim uma paradoxalidade inexplicável.
Alguns ajudam para aparecer, este perfil é mais de pessoas famosas, ou que ocupam posições de grande relevo, também o fazem para serem vistos, para aumentar sua fama e manter o seu nome na praça.
Outros “ajudam” porque querem sair do anonimato, muitos são os que, movidos pela ambição, se aproveitam de situação para serem vistos na praça ou para ascender a alguma posição.
Sobre todos esses, paira ainda a dúvida sobre como identificar que uma pessoa é realmente um “necessitado”? como garantir que irá canalizar os meios para os fins desejados e o que dizer do vários perfiles dos que “apoiam”?

Como ajudar?
Aproveito a ocasião do 5 de Dezembro, dia internacional do voluntaria/o, para dizer que há várias formas de ajudar, ajuda não é sempre em dinheiro, tem tanta gente com dinheiro querendo ajuda, escrever é uma das formas de ajudar. Um conselho, um vai ficar tudo bem, um abraço, uma verdadeira escuta ativa, um sorriso, um simples bom dia, um simples eu confio em ti, é um grande apoio, por isso, se você puder ajudar ajude no que realmente gosta, sem reclamar, faça algo que tem um significado para si, faça isso com amor. Mais do que ajudar a quem precisa você estará a ajudar a si mesmo, a recompensa é interior, mas cuidado, não ajude para tirar o peso da consciência.  







[1] Homens e mulheres

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